sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Dicas de livros - A irmã de Ana Bolena

 
   Que conhecimento tens das cortes reais europeias no início da idade Moderna? Pensou em luxo, ócio, festas e gastanças? Realmente o ambiente real era uma felicidade só, com grandes eventos, regados a música, diversos banquetes, danças e bebedeira até a madrugada. Mas para alguns, a vida na corte era mais que isso, era tensão e estresse.
Henrique XVIII
  O Rei Henrique VIII, o mesmo que criou a igreja anglicana, não conseguia ter um filho homem com a Rainha Catarina de Aragão, mais velha que o próprio Henrique. A disputa a quem daria um herdeiro ao rei movimentava as grandes famílias da corte, e os Bolena estavam na corrida. Essa competição era um segundo lado da realeza festiva e feliz, e é exatamente essa áurea da corte que o livro A irmão de Ana Bolena trás, contando a história dos três irmãos Bolena, George, Ana e Maria, que estavam dispostos a fazer de tudo para conseguir ascender socialmente.
   A autora Philippa Gregory consegue transformar, baseados em fatos reais, um romance ficcional de uma história real de intrigas e ambição. Escrito detalhadamente, o livro tem mais de 600 páginas, mas o ritmo do enredo mantêm-se o mesmo até o final da história. Além disso, foi lançado em 2008 a versão filme para história, chamado de A Outra - duas irmãs, um rei, que serve mais para os leitores visualizarem algumas cenas do livro.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

canteiros feios de uma cidade mal cuidada

 
   Há três anos, o canteiro da rotatória do machadão, na avenida prudente de moraes, era florido e devidamente cuidado. Ornamentado com pedras, a grama era verde e as plantas tinha vivacidade, passar por lá era um show de beleza. Essa foto mostra o estado desses canteiros atualmente, usados como área para camarotes do carnatal, as flores deram lugar a grama pálida, lixo e desleixo. Infelizmente, esta foto representa a real situação da cidade de Natal hoje em dia, feia e mal cuidada.
   A administração da prefeitura não consegue manter um mínimo de padrão de bem estar. Já não bastasse os famosos buracos em grandes avenidas da cidade, que rendeu blog e muitos pneus furados, a coleta de lixo está crítica, já pude ver sacos de lixos na rua que não foram coletados e a própria sujeira nos canteiros que não são limpos.
   Mas não só em quesito aparência da cidade a prefeita deixa a desejar. De acordo com Institudo Sangari, homicídios em Natal tiveram crescimento de 251%, mostrando o avanço da violência na área urbana e que nós cidadãos estamos passando. Além disso, as lagoas de capitação, espalhadas pela cidade, estão em estado de calamidade, despreparadas para o próximo período de chuvas.
   Para ser justo, algumas obras que foram desenvolvidas durante esse mandato foram feitas em benefício da população carente. Essa semana foi inaugurado o albergue municipal, onde os moradores de rua terão abrigo durante as noites e oportunidades de cursos profissionalizantes durante o dia. Além disso, também foram criados algumas unidades de atendimento de saúde, inclusive a unidade de pedriatria, que fica na Avenida Jaguarari.
   Mesmo com algumas obras e projetos em andamento, se formos por na balança os atrasos dos salários dos educadores e dos trabalhadores públicos, o aumento da passagem de ônibus que não acarretou na maior frota, e da má administração, podemos perceber que a gestão da prefeita Micarla foi deficiente em vários setores. Mesmo assim, ela ainda acredita numa recandidatura, talvez ainda não foi informada que sua rejeição está acima de 90% da população.
   Então, próximo ano, nas eleições à prefeito de Natal, pense bem em quem vai votar. Não queremos os canteiros sujos e mal cuidados, ou seja, não queremos mais Natal como está.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Vamos as compras!

 
   Essa semana chegou ao Brasil o Iphone 4S, o novíssimo celular da apple com um melhor processador, gráficos perfeitos, câmera potente que grava em full HD, um sistema de controle de voz que não entende português, e mais inúmeras funções que poderiam ter sido acopladas em apenas uma geração do aparelho. Essa belezinha sai no mínimo 2.600 reais, chegando até 3.400. Mesmo assim, as filas estavam cheias de lunáticos em busca de seu novo celular, mesmo já tendo um inútil iphone antigo.
   Maluquices a parte, este fato representa a figura da sociedade brasileira atual: consumista. Como diria Lula, "nunca na história deste país" se consumiu tanto! Oprimidos por décadas perdidas, arrochos salariais, sucateamento de indústrias e uma cruel inflação, nossos pais e avós não podiam comprar tanta coisa, até mesmo porque não existiam tantas coisas assim. Com a mudança da moeda para o real, a economia brasileira começou a melhorar, a concorrência surgiu, a moeda se valorizou e tempos bons apareceram. Desde então, vivemos em franco crescimento, passamos a ser chamados de Emergentes e temos um forte mercado consumidor em ascenção, com grande poder de compra.
   Com a abertura do mercado, as multinacionais puderam importar para cá o modo de vida consumista americano e europeu. Lançando rapidamente novos produtos e modelos, que logo se mostram defasados em pouquíssimo tempo, fazendo com que o consumidor seja fascinado pelas novidades tecnológicas e, sem perceber, entrar no ciclo de gastança. Dessa forma, os produtos não são mais vendidos para durarem e sim para vender. E nós estamos comprando!
   Ganância também faz parte desse processo, já que tem gente que gasta 3400 num iphone enquanto existem dezenas de coisas mais úteis pra se fazer com esse dinheiro todo. Que tal comprar cestas-básicas para quem precisa?
   Somos produto dessa evolução econômica que nosso país está passando, e como qualquer sociedade capitalista e desenvolvida, passamos a ser consumistas frenéticos, gananciosos e inúteis. E a questão ambiental? Esquecer esse ponto é muito fácil enquanto se está no shopping torrando dinheiro Aliás, você já trocou de celular esse ano? Porque eu to sabendo de uns modelos mais novos e mais legais...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O que realmente acontece na Palestina?

   Entre jornais e notícias sobre os bombardeios de carros e homem-bombas nas cidades da região, eu me perguntava pra que tanta violência e não entendia o real motivo para se matar tanta gente. Na verdade, eu não sabia ainda o que eram Árabes e Judeus, mas apenas, assassinos e vítimas.
   Foi nesse ano, que aprendi que os Judeus, povo com uma mesma cultura religiosa mas sem nação, depois de sofrerem com as perseguições antissemitas e o horroroso Holocausto, encontraram na Palestina a terra tão buscada para reunir todos aqueles que seguiam o judaísmo e sofreram tanto com o nazismo. A região foi escolhida, porque muito tempo atrás foi lá que nasceram os Hebreus, povo que deu origem aos judeus, e também sofreram diversas perseguições de romanos e cristãos, que os obrigaram a deixar seu território e acabaram por se espalhar pela Europa, garantido sua sobrevivência. Era a volta dos judeus à terra dos seus ancestrais, era a volta às suas terras.
   Escolhida o local, milhares de judeus imigraram para lá e aos poucos tomaram conta. Apoiados pelo Sionismo, movimento político e filosófico que defende a criação de um estado judaico na região, criaram Israel. Contra esse avanço, os árabes, que viviam antes da criação do estado, revoltados com a divisão de suas terras para outro povo de religião diferente, criaram organizações terroristas e brutalmente demonstraram sua insatisfação com os pobres judeus que apenas queriam uma nação.
   Mas foi também nesse ano, que assisti o documentário "Ocupação 101" e pude ver pelas imagens chocantes e fortes a real situação da palestina. Diferente dos jornais ocidentais, o filme mostrou a vida dos árabes, que foram expulsos de suas casas para dar espaço aos judeus, e obrigados a viver precariamente em assentamentos, que mais tarde também seriam destruídos sem piedade para construção de cidades judias. Ver as cenas de mortes, de tristeza e de terror na cara das crianças palestinas me fez perceber o quanto errada era minha noção sobre o conflito: eram os palestinos, oprimidos pelos ocidentais, que estavam sofrendo com o sionismo.
   Há uma semana, comecei a ler o livro "A cicatriz de David", escrito por Susan Abulhawa, com personagens fictícios mas baseado em fatos reais. Que conta a história de Amal, uma menina árabe que desde pequena sofreu pela ação dos judeus sionistas, que impediram seus avós de voltarem para suas casas, obrigando-os a morar em um acampamento precário, que vez ou outra era bombardeado. Seus amigos morreram, os homens da vila foram raptados e torturados, e com apenas 6 anos teve que conviver com o terror e a morte causado pelo exército ocidental. Seus avós foram mortos, sua mãe ficou louca, e seu pai e seu irmão seguiram o caminho do terrorismo, forma encontrada para vingar as mortes de todos os  familiares e amigos que os judeus causaram.
   O que realmente acontece na Palestina, é um conflito abafado pela mídia americana, que reforça a ideia de violência que gera violência. Os judeus, tão perseguidos na segunda guerra, descontaram nos árabes, que se uniram em grupos terroristas para matar tanto quanto os sionistas. É um ciclo de vingança, onde todos têm razão e ao mesmo tempo não tem. Muitas Amals existem na palestina, vivendo o terror de nascer e viver na região, que apenas querem paz e as suas terras de volta.

domingo, 23 de outubro de 2011

Imposto nosso de cada dia

 
   Não faz muito tempo, precisamente dois meses, que os EUA estavam passando por uma situação financeira crítica: elevar ou não o teto da dívida pública? A gastança era tamanha e o dinheiro para pagar era escasso. Além de diminuir os gastos do governo, aumentar a carga de impostos apresentou-se como uma solução para tirar o país americano de uma crise financeira.
   Esses impostos seriam direcionados exatamente aos mais ricos cidadãos, com capacidade de pagar e ainda assim manter sua linha de vida. Porém, os conservadores torceram o nariz, e não aceitaram compartilhar uma pequena quantia de suas fortunas para tirar o governo do vermelho, desconsiderando a importância que isso tem para sua economia nacional.
   Nesse caso, os impostos, tão odiados pela população, apresentam um objetivo de melhorar a condição do país, e posteriormente, melhorar a dos seus cidadãos. Seria uma ação do próprio povo para amparar sua nação e conseguir tentar manter sua qualidade de vida, nada mais sensato.
  Já no caso Brasileiro, a população tem todos os direitos de odiar esse gasto extra nas contas. Além de ser igualitário - sim igualitário, pelo qual pobres pagam o mesmo que os ricos - esse dinheiro vai para união, e é surrupiado para os bolsos dos políticos. O país tem uma das maiores arrecadações, e não vemos nossos dinheiros sendo investidos em nossa qualidade de vida.
   As escolas públicas caem aos pedações, nos obrigando a pagar ensino privado - o que não deixa de ser mais um imposto. E para ter acesso a um sistema de saúde digno, devemos contratar planos de saúde. Mais da metade da população não tem acesso a saneamento básico e água potável. Vivemos sem segurança e as poucas obras que começam, são logo paralisadas. Enquanto isso, vemos mais notícias sobre esquemas e trambiques dos políticos com o nosso dinheiro.
   Dessa forma, podemos ver o quão discrepante são as funções do imposto, e do destino do dinheiro público em países desenvolvidos, que estão passando graves situações econômicas, e o Brasil, que tanto tem que crescer e se desenvolver. Assim, é preciso engajamento social para fiscalizar os gastos da união e dos próprios políticos. Precisamos saber se nosso dinheiro está sendo utilizado para melhorar o país ou melhorar a conta bancária dos governantes.
 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Sociedade senso-comum


   A má conduta política brasileira já se tornou senso-comum, todos sabem que os políticos só estão ali para roubar dinheiro e pouco fazer para desenvolver o país, todos sabem que os impostos pagos pelos brasileiros são exorbitantes, todos sabem que quem não tem condições de pagar uma saúde e educação privada não tem um mínimo de qualidade de vida.Todos sabem, mas pouco fazem.
   A mídia, desde o fim da opressora ditadura militar, ganhou destaque e papel de amigo da opinião pública, publicando qualquer tipo de notícia sobre falcatruas cometidas pelos gestores do governo. Ou seja, está em prontidão para qualquer escândalo público, e quando ele aparece, as bancas de jornais enchem-se para mostrar aos cidadãos o quão ruim está o governo. Mas a reação dos leitores é unânime, lê-se as manchetes das roubalheiras, faz-se um comentário corriqueiro e depois buscam a atenção nas matérias sobre futebol e a sinopse da novela.
   Esse desinteresse da população não é encontrada em outros países, sendo ou não desenvolvidos. Temos exemplos da França, em que, anos atrás, a população gerou uma grande paralisação de todos os setores e organizou passeatas para lutar contra o aumento da idade de aposentadoria. No Chile, país subdesenvolvido, passando por revoltas contra o sistema educacional chileno, falho e desigual à população. E ainda mais, a famosa primavera árabe, em que milhares de cidadãos de diversos países do Oriente Médio se organizaram para derrubar os governos ditatoriais e implantar regimes democráticos. 3 exemplos de cidadania, pela qual os cidadãos buscam uma melhor gestão e melhor desenvolvimento social.
   Infelizmente o significado de cidadão no Brasil é diferente dos demais, ser cidadão brasileiro é saber de todo os problemas governamentais e sociais e apenas dizer "O Brasil não tem jeito", ao invés de sairmos as ruas e buscar nossos direitos e prezar por uma boa gestão. Somos mais de 192 milhões de habitantes, acomodados com a situação e crentes de que nada podemos fazer. Não é apenas o governo do país que vive em senso-comum, a sociedade brasileira é um senso-comum.
Peço desculpas pela generalização do texto, postando antes de ter me informado sobre a manifestação que ocorreu em Brasília do dia 7 de setembro, onde 12 mil pessoas se reuniram para protestar contra a corrupção. Ou seja, acabei criando um texto no próprio senso-comum.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O que faz você feliz?


 O que me faz feliz? Posso passar muito tempo refletindo para responder essa pergunta, pois minha felicidade pode estar na minha coleção de livros, no tempo que passo na internet, na minha família, nos meus amigos ou nas festas dos finais de semana. Mas muito pensei, relembrei fatos passado e cheguei a conclusão que o motivo para minha felicidade é um sorriso.
   Me faz bem quando minha mãe chega em casa e sorri, quando recebo um "bom dia" sorridente, ou quando rio da vida com os meus amigos. Também gosto de ouvir a gargalhada da minha irmã quando faço cócegas nela, a risada das pessoas quando conto uma piada, mesmo sendo ela sem graça, e quando roubo um sorriso de uma pessoa triste. Pensando melhor, fazer as pessoas sorrirem me faz feliz.
   Engraçado como esse ato simples e corriqueiro de mostrar os dentes a partir da flexão de vários músculos faciais, significa tanto para mim. Eu te fiz sorrir? Se sim, com certeza, você me fez feliz.

domingo, 3 de julho de 2011

Homenagem

- Poema que meu avô criou quando viu o mar pela primeira vez, um dos meus favoritos.
Visão do Mar
Quando vi o mar, pela primeira vez
Lembro-me, ainda, foi em Natal
Belo espetáculo, até então sonhado
Indescritível, sensacional.

As bravas ondas salpincando espumas
Nas negras pedras batiam forte
Eu, um modesto interiorano
Dos litorâneos invejei a sorte.

Naquele belo e feliz momento
Comigo mesmo fiz um juramento:
Cedo ou nais tarde tinha que emigrar.

Deixar meu velho e tórrido sertão
Para contemplar, com toda a emoção
Toda beleza e encantos do mar.
(Cilim)

sábado, 25 de junho de 2011

Guerras virtuais

   Os livros tornaram-se e-books, as idas ao shopping foram substituídas pelos sites de vendas online, os filmes em cartaz nos cinemas já são baixados por usuários, e como as músicas passaram de CD para MP3, as batalhas também se tornaram virtuais. Com isso, a terceira guerra mundial tem tudo para ser digital.
   Afirmo desse jeito porque com as notícias de invasão de crackers aos sites do governo federal nessa semana, me fez perceber o quanto estamos propícios a conflitos nesse âmbito. A partir de quarta-feira, um grupo de invasores foram responsáveis por deixar fora do ar vários sites da presidência, dentre eles do Ministério dos Esportes, IBGE e da Receita Federal, também houve tentativa, porém falha, de invasão ao site da Petrobrás. Além disso, foram furtados dados como CPF, endereço, telefones e datas de nascimento de várias pessoas, inclusive militares.
   Pouco tempo atrás, o mesmo aconteceu com grandes empresas de games, como a Sony, que foi invadida, deixando seu sistema fora do ar mundialmente, e dados importantíssimos de seus clientes, como o número de cartão de crédito, foram disponibilizados online. O wikileaks também deu o que falar na mídia, pois a organização publicou inúmeros documentos sigilosos de vários países, como aqueles sobre a invasão do Afeganistão e da guerra do Iraque,  desmascarando relações econômicas e políticas, gerando assim grande mal estar na diplomacia mundial.
   Outro evento virtual que repercutiu no mundo e confirmou o poder da internet de causar conflitos , foi a ação de um vírus sem origem definida chamado de Stuxnet. Esse vírus foi criado apenas para atacar o sistema operacional Scada, que é responsável pelas centrífugas de enriquecimento de Urânio no Irã, ou seja, o vírus foi capaz de parar parte das centrífugas usadas para uma possível criação de bomba atômica Iraniana.
   Então esqueça tanques de guerras, armas pesadas, trincheiras, soldados batalhando e várias outras características da primeira e segunda guerras mundiais, pois o campo de batalha mudou, é a vez dos vírus, dos crackers e da quebra do sigilo de dados pessoais. As próximas batalhas, mesmo tendo objetivos físicos, terão grande atuação virtual. Quem sabe se para conseguir algum território ou até mesmo água, os países serão capazes de cortar a internet, roubar informações e até parar a produção de energia dos governos inimigos.

sábado, 7 de maio de 2011

Das pirâmides até a cueca Calvin Klein


 Uma relação baseada no dinheiro é a coisa mais normal em nossa sociedade, ter Ipods, lanchas, carrões e usar camisas caríssimas de marcas famosas faz de um simples ser humano o mais popular e legal de todos. O ter é mais valorizado do que o ser, mas engana-se quem acha que esse fenômeno social é uma marca contemporânea, é algo que vem desde os tempos mais remotos, quando a população do planeta terra não passava nem da casa dos primeiros milhões.
   Os egípcios já mantinham o culto ao material, com as construções de gigantes pirâmides para velar o corpo dos Faraós, que, quando vivos, eram rodeados de jóias e farta comida. Nos tempos de Monarquia, a nobreza existia mantida pelos próprios monarcas, que apoiavam o governo em troca das contas pagas por ele, e viviam ostentando riquezas e luxo. Os que queriam fazer parte do grupo seleto de ociosos, que mantinham-se de festas e de perucas, compravam títulos de nobreza, e no Brasil, com a vinda da família real, aqueles que tinham condições logo compraram seus títulos de Barões e Condes, tentando participar do High Society da época.
   Logo depois, veio as primeiras revoluções industriais, junto com as máquinas a carvão, produção em massa, motores de combustão, sindicatos, melhores condições de trabalho e finalmente, a consolidação da burguesia. Alguns anos após, a guerra fria e a corrida tecnológica permitiram o desenvolvimento da Globalização, e a internet foi criada, os telefones tornaram-se móveis e o lucro passou a ser o único objetivo do homem. As oportunidades de qualificação e de trabalho cresceram, aumentaram também a renda das famílias e a qualidade de vida.
   A riqueza sempre foi valorizada, o que mudou foi apenas o número daqueles que tem acesso a ela, antes era uma pequena minoria que tinha o privilégio de herdar sangue real, hoje qualquer um pode enriquecer. A sociedade foi e será materialista, ostentando títulos de nobreza, pirâmides, ipods, carros importados, mansões. A cueca Calvin Klein de hoje, foram as características perucas brancas de ontem.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Pseudo partido verde.


 Após sair cedo de uma prova, tendo que ir para casa de ônibus, fui na parada e esperei 50 minutos para poder pegar o transporte e chegar a minha residência. Fiquei chateado por tanto esperar e ter perdido alguns minutos de sono, felizmente foi sono, imagino as centenas de pessoas que chegam atrasados nos seus trabalhos por causa da desorganização do sistema de transporte público natalense, sofrendo diariamente para se deslocar as custas dos ônibus.
 Com o aumento de 20 centavos das passagens, a prefeita junto com as companhias de ônibus prometeram uma maior frota, melhores condições e pontualidade. Para alguns, são apenas centavos, mas para aqueles que dependem desse tipo de transporte é um grande prejuízo no final do mês, e prejuízo esse que não é recompensado. Mesmo com a passagem cara, continua o pequeno número de frota e não há deversidade de linhas, fazendo com que o cidadãos esperem demais por excassos ônibus que vivem lotados.
 Mas como sempre, vamos sendo enganados pelos políticos, o governo vai levando "com a barriga", esperando o assunto cair no esquecimento da população e, por fim, continuar com a mesma situação. Mas a ironia de todo o problema está na gestão de um partido que se diz verde, mas não faz nada para melhorar o sistema público, valorizando cada vez mais a posse de um carro pessoal, e assim, emitindo mais gases tóxicos para o ambiente.

domingo, 10 de abril de 2011

Razão contra Sandice

   Em meio as notícias do massacre de Realengo veiculadas intensamente desde quinta-feira, não pude deixar de escrever algo sobre o ocorrido. Essa horrorosa tragédia envolvendo crianças e adolescentes presentes na escola  e um insano com pistolas na mão e carregadores na cintura, chocaram o Brasil, que nunca teve um episódio tão parecido com as chacinas americanas.
   Mas como somos uma nação que preferimos remediar a prevenir, depois disso é discutido as causas que levaram um jovem a atirar em inocentes e o que pode ser feito para aumentar a segurança dos cidadãos em relação a esse tipo de crime. Será que a culpa é da disponibilidade de armas? Da falta de policiais rondando as ruas ou das escolas desprotegidas?
   O governo já organiza uma campanha apoiando o desarmamento, pela qual a população entrega por livre e espontânea vontade suas armas que tem em casa para serem destruídas. Especialistas propõe o maior controle de quem sai e quem entra nos locais. Mas na verdade, nenhuma medida será eficaz, pois o real motivo está sobre a atuação do estado ou das catracas de regulamentação, a causa dessas chacinas está no próprio homem, no sua própria mente.
   A sanidade mental é algo delicado, está envolvida com a disposição genética, com o modo de vida da pessoa e principalmente com seus ideais e seus objetivos. Machado de Assis, em sua obra Memórias Póstumas de Brás Cubas personifica o processo de loucura, criando dois personagens: a Razão e a Sandice. Fazendo uma simples analogia, a Sancice se instala no sotão e com o tempo vai migrando até conquistar o controle da casa da Razão. O autor consegue explicar assim, como uma pessoa consegue aos poucos ficar louca sem nem perceber.
   Ninguém consegue impedir que alguém perca sua sanidade, ter cede de carnificina e vontade de matar o quanto mais possível. O nosso cérebro é um órgão que nos fazem especiais, podendo criar maravilhas e ajudar a evoluir nossa espécie ao mesmo tempo em que pode destruir e matar. A única coisa a ser feita é prestar atenção àquelas pessoas que possuem comportamento semelhante a dos assassinos e conseguir prestar apoio, evitando mais casos como de Columbine e de Realengo.

sábado, 2 de abril de 2011

O voto distrital

             
             O sistema eleitoral brasileiro atual é confuso, nas eleições para deputado levam-se em conta os totais de votos para os partidos, e não de cada candidato. Assim, quanto mais votado, o partido consegue eleger maior número de políticos, é o chamado Coeficiente Eleitoral. Com esse artifício, das 513 vagas da Câmera, 477 políticos conseguiram entrar independentemente da quantidade de votos, só pela influência dos partidos. Apenas 36 conseguiram se eleger com os seus próprios votos. Além de ser complexo, abre precedentes para corruptos entrarem no poder sem ao menos se esforçar e garantir vitória nas urnas.
            Para acabar com essa baderna na Câmara dos Deputados está sendo desenvolvido um novo sistema, o Voto Distrital. Muito mais simples e claro, divide o país em diversos distritos pequenos, tendo direito de eleger um deputado representante. Já usado nos Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha, esse tipo de voto é defendido no Brasil pelo PSDB (Partido Social Democrata Brasileiro). Os defensores alegam que assim o número de candidatos diminui, pois cada partido terá direito apenas a um, e diminuirá também os gastos com as campanhas, já que não será preciso excesso de propagandas e viagens.
            Dentre muitos benefícios, na teoria, o que chama mais atenção é a possibilidade do acompanhamento do eleitor com seu eleito. Sendo um representante, os habitantes do lugar terão maior facilidade de acompanhar a sua atuação em Brasília. Mas mesmo tendo a intenção de facilitar o processo eleitoral, muitas cidades serão divididas em mais de um distrito, e a distribuição da população poderá ser difícil, pois muitos ficarão confusos em relação ao grupo de eleitores que fazem parte, sendo assim, um possível ponto negativo.
O voto distrital é um novo sistema que trará uma revolução para os parâmetros eleitorais brasileiros, levando ao fim o modo arcaico de eleições que já não combina mais com o país e sua grande população. Os exemplos do bom funcionamento só são internacionais, mas qualquer tentativa de resolver o nosso terrível problema de corrupção e mudar a infame política nacional está valendo. 
PS: Para aqueles que apóiam o voto distrital, está no ar o site oficial para obtenção de mais informações: Site do voto distrital

domingo, 20 de março de 2011

Experiência própria


|Texto escrito em 05/06/2010|


Um pouco menos de um mês eu comprei uma revista sobre tecnologia, uma das matérias era sobre a confiança que as pessoas tinham em armazenar dados nos pequeninos Hds, chips e outras invenções. O autor preocupava-se em saber que essas coisas não foram feitas para durarem e a grande fragilidade dos documentos que nelas eram guardados. Ele pensou em uma queda de energia mundial, ou, de algum modo, a desativação da internet. Se isso um dia acontecer todos os conteúdos arquivados em sites de relacionamentos, pastas pessoais, informações importantíssimas seriam inativadas e totalmente inacessíveis.

Saindo dessa escala mundial, vamos observar um celular. Aparelhos portáteis que ao longo do tempo diminuíram de tamanho e aumentaram suas utilidades e ferramentas, tudo arquivado num simples e fino cartãozinho chamado de Chip. Muito bem protegido dentro do telefone, mas se… Molhar? Quebrar? Pisar? Roubar? Ou alguma palavra infeliz que termine com “ar” e que seja um sinônimo de azar? Dê adeus a sua lista de contatos que você teve o trabalho de fazer por anos, suas fotos que tirou em momentos onde não haviam câmeras e que faziam parte de sua história, seus vídeos, arquivos de música e joguinhos da cobrinha.

O verdadeiro objetivo da enrolação à cima é dizer que a tecnologia cresce e facilita nossa vida cada vez mais, porém é frágil. Então, não confie no orkut ou flickr como seu albúm de recordações, seu chip como lista de contatos, seus arquivos pdf como estante de livros digitais e o twitter ou msn como seu único meio de socialização.

Sites podem ser apagados, senhas podem ser esquecidas, a internet não é acessível a todos. Revele suas fotos e as guarde em albúns físicos, tenha o hábito de comprar livros e você mesmo colocá-los na estante, ande mais e converse pessoalmente com seus amigos. Não existe coisa melhor do que ver seus pertences envelhecendo junto com você.

O futuro nas mãos despreparadas.

Você é um adolescente. É sustentando pelos seus pais, e ainda mora com eles. Frequenta a escola faz muitos anos, faz tanto tempo que já tornou-se algo banal. Festas e bebedeiras são os programas para os fins de semana, e a quantidade de ficantes e a recuperação no final do ano são as suas únicas preocupações. Agora, cursando o ensino médio, é obrigado escolher um curso na universidade para cursar, e, com sorte, seguir a determinada profissão. Convenhamos que não é algo fácil.
Um jovem não é acostumado a ter grandes responsabilidades; tomar uma decisão que pode modificar sua vida é algo muito duro, já requer muita reflexão por parte de um adulto, imagine um adolescente que nem duas décadas completas viveu? Nessa fase da vida, pouco se conhece do mundo, e quase nada se aproveitou. Existe muita coisa ainda a se aprender e muito a conhecer.
Além do mais, o jovem nessa fase da vida passa pelo processo de criação de opinião, e pode ser muito influenciado nas decisões tomadas. E acaba sobrando para a faculdade ser responsável pelo amadurecimento, ocorrendo muitas vezes alunos trocando de cursos.
Ou seja, uma decisão tão importante, como escolher a futura profissão, nas mãos de um adolescente é algo a ser bem trabalhado. Cabe a escola, os pais e até mesmo as universidades ajudarem esse aluno, pois sozinho pode traçar um caminho errado.

domingo, 13 de março de 2011

Meu lado “salve a mata atlântica”












Hoje tive uma aula de Geografia sobre os diversos problemas que uma cidade enfrenta e como seu crescimento afeta o ambiente. Eram tantos problemas relacionados ao lixo, esgoto, lençol freático e qualidade da água, que parei para pensar: Para podermos ter uma certa qualidade de vida, temos que intervir na dinâmica do meio em nós vivemos.

Se ligue nesse exemplo. Para facilitar a locomoção foi criado o carro, mas o carro polue o ar com gases tóxicos. Para montar um carro, é preciso de materiais retirados da própria natureza. E para melhor locomoção dos automóveis, são asfaltadas as ruas e avenidas, resultando numa interferência do processo natural de infiltração da água no solo.

Todos nós sabemos que o a atual situação do planeta é reflexo de nossas ações. Mas já pensou que essas ações são para facilitar e melhorar nossas vidas? Ou seja, tudo que nos facilita, acaba com o ambiente em que vivemos.

Então, pensando assim, será que o único meio de amenizar isso tudo é se desapegar dessa facilidade e qualidade?

sexta-feira, 11 de março de 2011

Você é o que seu cérebro quer













É de conhecimento geral o poder cerebral humano; por meio da mídia, dos livros, nos informamos o quanto poderoso o nosso cérebro pode ser. Lendo a revista super interessante desse mês de fevereiro, na matéria da capa que aborda a questão da Amizade, relaciona esse tipo de afeto com o órgão.

Uma amizade é fruto do hormônio Ocitocina, presente no cérebro, que induz o afeto a certas pessoas. Isso é um exemplo para observarmos como essa parte do nosso corpo tão complexa, consegue participar direta ou indiretamente nos processos e nos acontecimentos das nossas vidas.

Todas as suas ações, todos os conhecimentos e até suas emoções e sentimentos estão ligados ao seu cérebro. Essa “máquina” que nos dá verdadeiras razões para a admirarmos.

Expressões que segregam

As expressões “Afro-descendente”, “praticante de relações homo afetivas” e “viciado em drogas” são exemplos de expressões que significam, respectivamente, negros, gays e dependente químico. Nossa sociedade cria essas devidas palavras para nomear parte da população que sofre grande preconceito e é vista como minoria, que carrega o fardo histórico nas costas. Mas, mesmo tendo a intenção de amenizar a situação dos “diferentes”, na verdade segrega ainda mais esses povos.

Os indivíduos de pele clara podem ser chamados de Caucasianos, mas serem chamados de brancos não é visto como ofensa. Os heterossexuais são conhecidos assim mesmo, ou até de normais, enquanto os homossexuais são determinados por vários outros nomes. Um dependente de drogas pode ser usuário tanto de cocaína, maconha ou álcool. Sim, o álcool, que quem bebe é no máximo chamado de alcoólatra, mas é dependente químico do mesmo jeito.

Além de serem ofensivas, as expressões criadas são muitas vezes generalizações. Como disse o economista negro Walter Williams à entrevista para a revista veja, quando perguntado se exigia ser chamado de Afro-americano ele respondeu: “Essa expressão é uma idiotice, a começar pelo fato de que nem todos os africanos são negros. Um egípcio nascido nos EUA é um afro-americano?”.

Quanto mais vocábulos criados para formalizar a maneira de se direcionar a aqueles que tanto sofrem preconceito, mais é criado um obstáculo entre a igualdade social. Não devemos nos importar em como os chamamos, o que realmente importa para sermos todos iguais, é como os tratamos e os aceitamos.